Para quem estiver lendo meu texto desejo um ótimo dia e seja bem vindo ao meu primeiro 'textcast'. Todos os textos do blog serão baseados em debates, conversas e comentários retirados das mídias sociais. Tenho absoluta certeza da importâncias das redes sociais para a análise do comportamento humano e político.
Vocês perceberão que a grande maioria dos textos serão sobre o Bolsonarismo e afins, pois então, agora ele será a bola da vez e o PT voltará a ser uma oposição ferrenha. Escrevo este texto na segunda semana de campanha para as votações do segundo turno, ou seja, não temos ainda um resultado definitivo das votações, mas por experiência de vida, a política tem sido um tanto previsível para mim. Não há necessidade de ser nenhum gênio para fazer boas previsões, muitas vezes as verdadeiras respostas estão nos detalhes, e mais importante do que pesquisar é não ter preconceito de ler inúmeras fontes, desde Brasil 247 até Antagonista.
Sou um leitor assíduo e obcecado por notícias (risos) além de gostar de analisar o comportamento das pessoas nos comentários de notícias, whatsapp, youtube, facebook (faz meses que não utilizo) e outros sites que permitem comentários. Se vocês ainda não sabem grandes empresas utilizam as nossas informações para treinarem robôs e inteligência artificial.
Pois bem... Fazendo algumas apresentações vamos ao que interessa. Sejam bem vindos mais uma vez.
Tenho um conhecido que considero um excelente politólogo, ou seja, um estudante da política. Ele não é estudante de Ciência Política no sentido formal, não sei se ele pretende entrar algum dia para o curso universitário, mas já falei várias vezes que ele deveria. Nós temos ótimas conversas e geralmente tenho uma visão mais reflexiva da política e ele científica. No final, tudo se complementa. Nunca o conheci pessoalmente, e não sei se um dia terei oportunidade, moramos em estados diferentes. Eu no Paraná e ele no Rio de Janeiro, de qualquer forma são ambientes bem diferentes. Lá o PSOL é um partido forte, aqui o Bolsonaro e Álvaro Dias saem na dianteira.
Numa das nossas recentes conversas explicitamos preocupações que provavelmente será pertinente a muitos leitores.
A aglutinação de forças em torno de Bolsonaro já era visível, a questão sempre foi o quanto dessa força iria ser transferida, quem eram os agentes e quando isso iria ocorrer. E isso já era sinalizado pelo mercado financeiro na dúvida sobre a campanha do Alckmin. O Mercado Financeiro chegou a subir quando Alckmin fez alianças com o centrão, no entanto o acordo era muito frágil, havia vários políticos dos partidos do centrão que apoiavam Bolsonaro e até mesmo Lula. Essas eleições de 2018 ficará na história como uma das mais tensas e atípicas. É indubitável a força do whatsapp, vimos isso com toda a clareza na greve dos caminhoneiros, e infelizmente muitos da esquerda não perceberam isso. O movimento dos caminhoneiros foi alavancado devido a movimentos intervencionistas e bolsonaristas, e claro, a rede social tem uma dinâmica descentralizada e privada muito maior do que o facebook e outras mídias conhecidas, aumentando o potencial de notícias falsas, capilaridade em todas as camadas sociais e poder de articulação e organização.
O Whatsapp veio para ficar tanto quanto o facebook, e qualquer político que queira realmente se manter no poder terá que fazer política o tempo todo e não somente o lobby recorrente pós eleições. A onda bolsonarista se consolidou no primeiro turno com 52 deputados eleitos pelo PSL mantendo uma disputa com o PT que se mantém no primeiro lugar, ou seja, a oposição será implacável, e não dá para desconsiderar o poder da militância psolista no Rio de Janeiro.
Pois bem... Alckmin não percebeu essa força e foi engolido junto com seu tempo de TV, seu perfil moderado e o dinheiro a disposição do PSDB. Curiosamente até Alexandre Frota entendeu o momento histórico e conseguiu se eleger deputado federal. O Mercado Financeiro foi diluindo a campanha do Alckmin e precificando um cenário aonde Bolsonaro sairia vencedor, até mesmo quando Bolsonaro saía bem nas pesquisas o índice Ibovespa subia e o dólar caía.
Na última semana de campanha do primeiro turno Alckmin foi literalmente abandonado pelo centrão, Ana Amélia sua vice, não foi o suficiente para devolver votos retirados pelo movimento bolsonarista. Agora no atual momento já se fala em como ganhar dinheiro com a 'Euforia Bolsonaro'.
Enfim, meu colega parece bem indignado com tudo que está ocorrendo, ele apostava num segundo turno entre PT e Alckmin, a lógica seria essa, já que são dois partidos com grandes estruturas. PSDB saiu grande perdedor dessas eleições, assim como MDB. PT ainda será uma grande oposição, mas o movimento cirista e psolista está se consolidando cada vez mais. Eu previa um segundo turno entre PT e Bolsonaro, isso porque era visível a força do Bolsonaro principalmente no whatsapp, coisa que a esquerda não percebeu e muito menos entendeu. O movimento bolsonarista na verdade é o antigo movimento olavista, eles já sabem muito bem como articular na internet, e isso fica como tema para um próximo post.
E agora ficamos com a certeza do Bolsonaro presidente em 2018. As forças conservadoras, capitalistas e monopolistas se juntaram a ele, assim como forças da velha política. Ele tem o apoio da Universal, Record, Políticos do Centrão, vários lideres evangélicos e grandes empresários, além é claro de mineradoras.
Acho que já é melhor ir se acostumando mesmo. A esquerda será oposição.
Vocês perceberão que a grande maioria dos textos serão sobre o Bolsonarismo e afins, pois então, agora ele será a bola da vez e o PT voltará a ser uma oposição ferrenha. Escrevo este texto na segunda semana de campanha para as votações do segundo turno, ou seja, não temos ainda um resultado definitivo das votações, mas por experiência de vida, a política tem sido um tanto previsível para mim. Não há necessidade de ser nenhum gênio para fazer boas previsões, muitas vezes as verdadeiras respostas estão nos detalhes, e mais importante do que pesquisar é não ter preconceito de ler inúmeras fontes, desde Brasil 247 até Antagonista.
Sou um leitor assíduo e obcecado por notícias (risos) além de gostar de analisar o comportamento das pessoas nos comentários de notícias, whatsapp, youtube, facebook (faz meses que não utilizo) e outros sites que permitem comentários. Se vocês ainda não sabem grandes empresas utilizam as nossas informações para treinarem robôs e inteligência artificial.
Pois bem... Fazendo algumas apresentações vamos ao que interessa. Sejam bem vindos mais uma vez.
Tenho um conhecido que considero um excelente politólogo, ou seja, um estudante da política. Ele não é estudante de Ciência Política no sentido formal, não sei se ele pretende entrar algum dia para o curso universitário, mas já falei várias vezes que ele deveria. Nós temos ótimas conversas e geralmente tenho uma visão mais reflexiva da política e ele científica. No final, tudo se complementa. Nunca o conheci pessoalmente, e não sei se um dia terei oportunidade, moramos em estados diferentes. Eu no Paraná e ele no Rio de Janeiro, de qualquer forma são ambientes bem diferentes. Lá o PSOL é um partido forte, aqui o Bolsonaro e Álvaro Dias saem na dianteira.
Numa das nossas recentes conversas explicitamos preocupações que provavelmente será pertinente a muitos leitores.
A aglutinação de forças em torno de Bolsonaro já era visível, a questão sempre foi o quanto dessa força iria ser transferida, quem eram os agentes e quando isso iria ocorrer. E isso já era sinalizado pelo mercado financeiro na dúvida sobre a campanha do Alckmin. O Mercado Financeiro chegou a subir quando Alckmin fez alianças com o centrão, no entanto o acordo era muito frágil, havia vários políticos dos partidos do centrão que apoiavam Bolsonaro e até mesmo Lula. Essas eleições de 2018 ficará na história como uma das mais tensas e atípicas. É indubitável a força do whatsapp, vimos isso com toda a clareza na greve dos caminhoneiros, e infelizmente muitos da esquerda não perceberam isso. O movimento dos caminhoneiros foi alavancado devido a movimentos intervencionistas e bolsonaristas, e claro, a rede social tem uma dinâmica descentralizada e privada muito maior do que o facebook e outras mídias conhecidas, aumentando o potencial de notícias falsas, capilaridade em todas as camadas sociais e poder de articulação e organização.
O Whatsapp veio para ficar tanto quanto o facebook, e qualquer político que queira realmente se manter no poder terá que fazer política o tempo todo e não somente o lobby recorrente pós eleições. A onda bolsonarista se consolidou no primeiro turno com 52 deputados eleitos pelo PSL mantendo uma disputa com o PT que se mantém no primeiro lugar, ou seja, a oposição será implacável, e não dá para desconsiderar o poder da militância psolista no Rio de Janeiro.
Pois bem... Alckmin não percebeu essa força e foi engolido junto com seu tempo de TV, seu perfil moderado e o dinheiro a disposição do PSDB. Curiosamente até Alexandre Frota entendeu o momento histórico e conseguiu se eleger deputado federal. O Mercado Financeiro foi diluindo a campanha do Alckmin e precificando um cenário aonde Bolsonaro sairia vencedor, até mesmo quando Bolsonaro saía bem nas pesquisas o índice Ibovespa subia e o dólar caía.
Na última semana de campanha do primeiro turno Alckmin foi literalmente abandonado pelo centrão, Ana Amélia sua vice, não foi o suficiente para devolver votos retirados pelo movimento bolsonarista. Agora no atual momento já se fala em como ganhar dinheiro com a 'Euforia Bolsonaro'.
Enfim, meu colega parece bem indignado com tudo que está ocorrendo, ele apostava num segundo turno entre PT e Alckmin, a lógica seria essa, já que são dois partidos com grandes estruturas. PSDB saiu grande perdedor dessas eleições, assim como MDB. PT ainda será uma grande oposição, mas o movimento cirista e psolista está se consolidando cada vez mais. Eu previa um segundo turno entre PT e Bolsonaro, isso porque era visível a força do Bolsonaro principalmente no whatsapp, coisa que a esquerda não percebeu e muito menos entendeu. O movimento bolsonarista na verdade é o antigo movimento olavista, eles já sabem muito bem como articular na internet, e isso fica como tema para um próximo post.
E agora ficamos com a certeza do Bolsonaro presidente em 2018. As forças conservadoras, capitalistas e monopolistas se juntaram a ele, assim como forças da velha política. Ele tem o apoio da Universal, Record, Políticos do Centrão, vários lideres evangélicos e grandes empresários, além é claro de mineradoras.
Acho que já é melhor ir se acostumando mesmo. A esquerda será oposição.

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