Geralmente meus pensamentos saem nas horas mais impróprias do dia a dia, e para piorar caro leitor, saem como pacotes de textos que se perdem na finitude das sinapses humanas. Consigo muitas vezes em poucos minutos formular uma linha de pensamento que decaem na frustração de não ter papel e caneta o tempo todo em minhas mãos, mas estou aprendendo e com o tempo terei uma escrita muito melhor e argumentos mais coesos e coerentes. Tudo é uma questão de paciência, vontade de aprender, autocrítica e muita reflexão.
Ok...
Agora tenho absoluta certeza que a esquerda está precisando dessas qualidades para rever inúmeras questões. Para não fugir muito da ideia de textos que pretendo escrever, gostaria de citar algumas conversas que tive via whatsapp.
Numa dessas conversas que tive com alguns conhecidos confirmei algo que achei um episódio triste, mas já esperado. A saída de Ciro Gomes do cenário do segundo turno dessas eleições numa viagem para Europa num dos piores momentos que o país está passando. Tudo bem, ele não precisaria lamber botas do Haddad, ou ser um militante ofensivo a favor do PT, mas poderia trazer pensamentos diários e serenes para muitas pessoas que estão simplesmente pensando em votar nulo nesse segundo turno, achando que o governo do Bolsonaro será apenas um governo desastrado. Que o bolsonarismo será desastrado não tenho dúvidas, mas que ele também tem o potencial de fazer grandes estragos na política, economia e tecido social isso fica cada vez mais claro. O Brasil com Haddad talvez seja o mais do mesmo, mas podemos abrir a grande possibilidade de surgir como protagonista da próxima eleição uma figura que conheça todas as feridas do Brasil, aí Ciro Gomes seria a figura ideal, e se nesse meio tempo o PT não fizesse suas reflexões, aí abandona de vez o que foi o petismo lá no início.
Bem caro leitor, isso era o que eu pensava até essa última semana de eleições...
Em alguns momentos até me peguei vergonhosamente tentando justificar atitudes do candidato Ciro Gomes. "Ele sofreu com o terceiro lugar"; "Já era esperado que ele iria ficar magoado com algumas alianças atrapalhadas pelo PT" ; "Ciro Gomes já demonstrava a necessidade de se distanciar do PT exatamente porque precisava se tornar um candidato da terceira via" Enfim, justificativas que desapareciam no primeiro momento que percebia o real significado da candidatura do Bolsonaro. Uma candidatura com características nazistas e deixo isso para um outro texto.
Só que, hoje vi que o PT nunca aprende mesmo, e levou o Brasil para um nível de polarização que evidentemente alimenta inúmeros grupos bolsonaristas. Que a direita é inescrupulosa em utilizar quaisquer meios para ganhar não tenho dúvidas, é só olhar algumas matérias recentes da Folha de São Paulo, mas o PT está alimentando cada vez mais essa onda com o seu pragmatismo político e novamente mudando slogans, programas, falas, figuras, tudo no último momento para tentar agradar a todos. Parece mais uma empresa que faz tudo para vender o seu produto utilizando de inúmeras estratégias de marketing e propaganda, mas sem uma alma por trás. E fico aqui com Ciro Gomes e suas estratégias para 2022 que também jogam o jogo político, mas sabe a necessidade de trazer a economia para o centro do debate político brasileiro e para a esquerda de um modo geral.
Como fiquei tão frustrado? Um vídeo recente gravado pelo criador da Carta Capital, Mino Carta e a última análise de política de Rui Costa do partido PCO. Não deixarei os links neste texto porque faço questão que os leitores façam uma pesquisa rápida, até mesmo para quem ainda não conhece o canal do PCO. Uma pena vermos um partido que tem tanta estrutura e potencial sofrer uma derrota por querer um protagonismo constante no campo da esquerda, no entanto é um protagonismo que adere literalmente ao jogo político perdendo a essência da recente luta contra o fascismo bolsonarista.
A última semana da esquerda brasileira será a ilusão de acharmos que ganharíamos nos comportando do mesmo jeito.
Ok...
Agora tenho absoluta certeza que a esquerda está precisando dessas qualidades para rever inúmeras questões. Para não fugir muito da ideia de textos que pretendo escrever, gostaria de citar algumas conversas que tive via whatsapp.
Numa dessas conversas que tive com alguns conhecidos confirmei algo que achei um episódio triste, mas já esperado. A saída de Ciro Gomes do cenário do segundo turno dessas eleições numa viagem para Europa num dos piores momentos que o país está passando. Tudo bem, ele não precisaria lamber botas do Haddad, ou ser um militante ofensivo a favor do PT, mas poderia trazer pensamentos diários e serenes para muitas pessoas que estão simplesmente pensando em votar nulo nesse segundo turno, achando que o governo do Bolsonaro será apenas um governo desastrado. Que o bolsonarismo será desastrado não tenho dúvidas, mas que ele também tem o potencial de fazer grandes estragos na política, economia e tecido social isso fica cada vez mais claro. O Brasil com Haddad talvez seja o mais do mesmo, mas podemos abrir a grande possibilidade de surgir como protagonista da próxima eleição uma figura que conheça todas as feridas do Brasil, aí Ciro Gomes seria a figura ideal, e se nesse meio tempo o PT não fizesse suas reflexões, aí abandona de vez o que foi o petismo lá no início.
Bem caro leitor, isso era o que eu pensava até essa última semana de eleições...
Em alguns momentos até me peguei vergonhosamente tentando justificar atitudes do candidato Ciro Gomes. "Ele sofreu com o terceiro lugar"; "Já era esperado que ele iria ficar magoado com algumas alianças atrapalhadas pelo PT" ; "Ciro Gomes já demonstrava a necessidade de se distanciar do PT exatamente porque precisava se tornar um candidato da terceira via" Enfim, justificativas que desapareciam no primeiro momento que percebia o real significado da candidatura do Bolsonaro. Uma candidatura com características nazistas e deixo isso para um outro texto.
Só que, hoje vi que o PT nunca aprende mesmo, e levou o Brasil para um nível de polarização que evidentemente alimenta inúmeros grupos bolsonaristas. Que a direita é inescrupulosa em utilizar quaisquer meios para ganhar não tenho dúvidas, é só olhar algumas matérias recentes da Folha de São Paulo, mas o PT está alimentando cada vez mais essa onda com o seu pragmatismo político e novamente mudando slogans, programas, falas, figuras, tudo no último momento para tentar agradar a todos. Parece mais uma empresa que faz tudo para vender o seu produto utilizando de inúmeras estratégias de marketing e propaganda, mas sem uma alma por trás. E fico aqui com Ciro Gomes e suas estratégias para 2022 que também jogam o jogo político, mas sabe a necessidade de trazer a economia para o centro do debate político brasileiro e para a esquerda de um modo geral.
Como fiquei tão frustrado? Um vídeo recente gravado pelo criador da Carta Capital, Mino Carta e a última análise de política de Rui Costa do partido PCO. Não deixarei os links neste texto porque faço questão que os leitores façam uma pesquisa rápida, até mesmo para quem ainda não conhece o canal do PCO. Uma pena vermos um partido que tem tanta estrutura e potencial sofrer uma derrota por querer um protagonismo constante no campo da esquerda, no entanto é um protagonismo que adere literalmente ao jogo político perdendo a essência da recente luta contra o fascismo bolsonarista.
A última semana da esquerda brasileira será a ilusão de acharmos que ganharíamos nos comportando do mesmo jeito.

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