"Onde foi que eu errei?" Lembro dessa fala de um dos personagens do programa Zorra Total. Na época em que o programa ainda era engraçado (risos). Hoje o programa é outro, a visível derrota da esquerda no cenário político nacional e consequentemente o retrocesso de pautas progressistas no congresso brasileiro.
Como chegamos a isso? Foi culpa do PT? da esquerda? Da ignorância popular? do sentimento colonialista e autoritário que sempre esteve enraizado na nossa história?
Como a esquerda está perdendo para um candidato tão despreparado?
Pois bem...
Vamos começar tirando a ideia de que o Brasil é um país pacífico, alegre e receptivo para todos os brasileiros e estrangeiros. Nazistas fugitivos da derrota da segunda guerra mundial encontraram sim de fato excelente receptividade nas nossas terras tropicais, e até mesmo formando grupos consolidados em várias regiões do Brasil, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro. Nossa história é recheada de políticos que apoiaram por baixo dos panos nazistas ou ideias nazistas e fascistas no século passado. O nazismo no Brasil nunca desapareceu e é uma bandeira que se levanta pelas mãos dos covardes que não se assumem. Aqui tivemos o movimento integralista fundado por Plinio Salgado, curiosamente o nome da rua onde moro.
A História do Brasil segue de mãos dadas com movimentos e figuras autoritárias e nunca foi uma história tranquila, agora estamos num momento atípico aonde a constituição de 1988 consolida uma democracia que dura 30 anos, para o bem ou para o mal, isso não significa que estamos numa plena democracia ou que nossas instituições funcionem perfeitamente, mas temos toda a capacidade de continuarmos resistindo a forças autoritárias no Brasil. Aqui deixo um pouco das minhas esperanças no futuro árduo que está por vir.
A segunda ideia que devemos tirar das nossas mentes é cogitar que o Brasil atualmente é justo com seu povo. Esqueçam isso, nossas elites constituídas por oligarcas, burocratas, militares, políticos, grandes empresários, rentistas e latifundiários só estão interessados em manterem seus privilégios e para isso preferem ver o Brasil pegar fogo e no final de tudo saírem de fininho para o EUA. A esquerda petista jamais entendeu isso. A confiança cega em uma determinada lógica estabelecida nas camadas políticas do Brasil acabou sendo o fio para a derrota do petismo e lulismo. Usaram a esquerda conciliadora para não haver a possibilidade de insurgir uma esquerda mais radical e popular.
A terceira ideia que devemos tirar das nossas mentes é acreditar que nossas elites estão preocupadas em combater a corrupção. Enquanto não existir um plano sério educacional no Brasil, além da legalização do Lobby, sem estrelismos do judiciário temos todo o potencial para destruirmos ainda mais nossas indústrias. Empresas brasileiras sempre tiveram uma relação promíscua com o estado, e isso não vai mudar com uma operação chamada lava jato. O próprio judiciário continua alheia a realidade do Brasil com salários e penduricalhos estratosféricos, além de ser ineficiente e ineficaz.
Não se enganem, o poder judiciário faz parte de todo esse processo oligárquico, com um viés escravocrata e fascista. Em suma, não será pela espontaneidade da justiça brasileira que impediremos de um Bolsonaro da vida dar um golpe de estado, aqui no sentido literal do termo.
A quarta ideia que devemos parar de insistir é achar que a religião possa ajudar em última hora a trazer sensatez para combater uma onda fascista. Evangélicos e católicos conservadores estão muito mais próximos de Bolsonaro do que qualquer outra figura da direita liberal, quem dirá da atual esquerda progressista. Então já podemos esperar cada vez mais pautas ultra conservadoras e estúpidas vinda desse próximo congresso.
O avanço de pautas conservadoras no congresso no primeiro ano de governo do Bolsonaro será poder de barganha pela bancada pró Bolsonaro para dialogar com a esquerda na área econômica, não esperem que isso seja algo novo na política, os governos anteriores já se utilizaram desses mecanismos e com Bolsonaro não será diferente, então esperem ainda mais o avanço do movimento 'escola sem partido'.
Igrejas evangélicas continuarão avançando pelo Brasil, na ânsia de substituir lugares aonde a educação é precária, o ambiente social é paupérrimo e os canais religiosos possam ter mais capilaridade social, e claro visando o lucro acima de qualquer divindade. Talvez seja aí um dos pontos aonde a esquerda deixou vazia para o preenchimento da direita bolsonarista, camadas religiosas tem acesso direto e irrestrito a camadas sociais pobres e conservadoras. Seguindo essa lógica, os fiéis seguem seus líderes, mesmo sabendo que o público evangélico é muito mais diversificado do que parece, no entanto o 'kit gay' e 'ideologia de gênero' continuam botando medo, duas questões que tratarei em outros textos.
A esquerda não conseguiu fazer a leitura de quais movimentos estavam mais próximos das camadas pobres e conservadoras, quando vi vários líderes religiosos ampliando apoio a Bolsonaro, além é claro dos interesses explícitos de Edir Macedo já percebi que a chance de Haddad ganhar seria praticamente nula. A questão é que eram forças conservadoras que iriam provavelmente se aglutinar no candidato mais representativo, no caso aqui em questão o Bolsonaro. O PT com seu desgaste e alta rejeição na verdade foi o adversário mais fácil para o Bolsonaro manter sua retórica, enquanto Haddad tinha que se atrelar nas entrevistas e sabatinas as questões de corrupção, Bolsonaro tinha inúmeros mecanismos a seu favor, incluindo aí as famigeradas mentiras noticiadas pelos grupos bolsonaristas atingindo também outros candidatos como Ciro Gomes e Boulos, além é claro do apoio de todos os outros grupos supracitados no texto. Juntem aí também nessas peças a lentidão aparentemente proposital do TSE nessas eleições, além é claro das atitudes insossas do presidente do STF assessorado por um militar.
A questão aqui claro leitor, sempre foi para aonde as forças estruturais da nossa sociedade iriam se aglutinar, no caso ficava cada vez mais visível o potencial do candidato Bolsonaro, não por ele ser um candidato preparado, mas por ter um oponente que seria fácil "prender" dentro de uma retórica e por ser ainda uma força hegemônica dentro do campo da esquerda brasileira. Uma força visivelmente desgastada e que não representa toda a esquerda no Brasil.
Outra questão que a esquerda não deu atenção foi também a organização dos grupos bolsonaristas no whatsapp. A estratégia principal desses grupos são criar redes pró-bolsonaro, ou seja, dezenas de grupos para compartilhamento de notícias e combate também a notícias falsas contra o candidato Bolsonaro. O compartilhamento é incessante e contínuo durante todos os dias.
Outra estratégia é de ataque, tentar invadir grupos da esquerda para anular com spams qualquer postagens dos integrantes do grupo, em suma: "1717171717171717171717".
O whatsapp hoje está nas mãos de mais de 140 milhões de pessoas, e ainda faltam aqueles que tem smartphone, mas ainda não baixaram o aplicativo, então temos toda a certeza do que o aplicativo representa para todos os brasileiros, e friso, todos os brasileiros, ricos e pobres. É uma ferramenta com um potencial de manipulação fora do comum.
Vamos juntar as peças?
1) Uma esquerda desgastada com o pragmatismo político, é só analisarem as mudanças no programa do Haddad nessa reta final.
2) A insistência totalmente falsa na candidatura do Lula, caso realmente acreditassem no que estavam propondo iriam até o final para manter o Lula elegível.
3) Um pragmatismo político que fragmentou candidaturas. A figura mais competitiva era a figura do Ciro Gomes, e o candidato do PT sempre foi na verdade um poste. No entanto, fazendo jus a tudo que escrevi, todos pensaram nos seus jogos políticos impossibilitando de existir uma frente de esquerda. Todos da esquerda tem uma parcela de culpa.
4) A facada do Bolsonaro enterrou a competitividade da candidatura de Geraldo Alckmin e vimos naufragar uma candidatura da direita sensata.
5) A esquerda subestimou a capacidade das redes sociais, principalmente o whatsapp.
6) O neoliberalismo continuará avançando na América Latina, mas com uma face mais perversa do que ocorreu nos países desenvolvidos. Um Nazifascimo com aspectos neoliberais.
7) Nossas instituições ainda não perderam seus aspectos autoritários, vale lembrar que muitos que cursam Direito são bolsonaristas.
8) Grupos religiosos nunca foram de dialogar, então Bolsonaro representa muito bem esses líderes neopentecostais.
9) Os militares querem manter seu poder de barganha, por isso inúmeras reformas passarão longe dessas figuras. Estar na política aparentemente de forma legítima os ajudará.
Em suma, veremos o Brasil que sempre esteve aí.
Algumas considerações precisam ser feitas...
Nas minhas conversas regulares trago um pouco de otimismo. Com o governo do Bolsonaro a esquerda tem o potencial de se reorganizar, trazer a economia para o centro do debate. Muitos eleitores do Bolsonaro não sabem que os planos econômicos do Bolsonaro são iguais ao do Temer. Ai vai ser o calcanhar de Aquiles do Bolsonaro, e para manter a democracia vai ter que conversar com a oposição. Caso a esquerda continue mantendo o debate no campo moral, teremos pelo menos dois mandatos do Bolsonaro pela frente. E serão tempos extremamente difíceis.
A equipe por trás do Bolsonaro segue contraditória, Bolsonaro tem um perfil estatista, e Paulo Guedes é uma figura do liberalismo econômico, teremos também um ministro da educação que é dono de uma empresa de ensino a distância, além de vários militares ministros, possivelmente até com patentes mais altas que Bolsonaro.
E para finalizar, e acredito que seja até mesmo uma visão um tanto polêmica, acredito que o PT deva recuar para dar mais protagonismo a outras figuras da esquerda política, sem necessariamente perder representatividade. Uma visão estratégica mais Emedebista fará muito bem ao PT, ter o domínio do Congresso é praticamente manter o controle da governabilidade do presidente.
1) https://www.infoescola.com/historia-do-brasil/integralismo/
2) https://goo.gl/47RxGs
3) https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/23/politica/1540304695_112075.html
4) https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/11/politica/1539281357_978260.html
5) https://www.youtube.com/user/pgjr23
6) https://www.youtube.com/watch?v=qAriTrtkn4o
7) https://www.youtube.com/watch?v=-Jzth_r6s8w
Como chegamos a isso? Foi culpa do PT? da esquerda? Da ignorância popular? do sentimento colonialista e autoritário que sempre esteve enraizado na nossa história?
Como a esquerda está perdendo para um candidato tão despreparado?
Pois bem...
Vamos começar tirando a ideia de que o Brasil é um país pacífico, alegre e receptivo para todos os brasileiros e estrangeiros. Nazistas fugitivos da derrota da segunda guerra mundial encontraram sim de fato excelente receptividade nas nossas terras tropicais, e até mesmo formando grupos consolidados em várias regiões do Brasil, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro. Nossa história é recheada de políticos que apoiaram por baixo dos panos nazistas ou ideias nazistas e fascistas no século passado. O nazismo no Brasil nunca desapareceu e é uma bandeira que se levanta pelas mãos dos covardes que não se assumem. Aqui tivemos o movimento integralista fundado por Plinio Salgado, curiosamente o nome da rua onde moro.
A História do Brasil segue de mãos dadas com movimentos e figuras autoritárias e nunca foi uma história tranquila, agora estamos num momento atípico aonde a constituição de 1988 consolida uma democracia que dura 30 anos, para o bem ou para o mal, isso não significa que estamos numa plena democracia ou que nossas instituições funcionem perfeitamente, mas temos toda a capacidade de continuarmos resistindo a forças autoritárias no Brasil. Aqui deixo um pouco das minhas esperanças no futuro árduo que está por vir.
A segunda ideia que devemos tirar das nossas mentes é cogitar que o Brasil atualmente é justo com seu povo. Esqueçam isso, nossas elites constituídas por oligarcas, burocratas, militares, políticos, grandes empresários, rentistas e latifundiários só estão interessados em manterem seus privilégios e para isso preferem ver o Brasil pegar fogo e no final de tudo saírem de fininho para o EUA. A esquerda petista jamais entendeu isso. A confiança cega em uma determinada lógica estabelecida nas camadas políticas do Brasil acabou sendo o fio para a derrota do petismo e lulismo. Usaram a esquerda conciliadora para não haver a possibilidade de insurgir uma esquerda mais radical e popular.
A terceira ideia que devemos tirar das nossas mentes é acreditar que nossas elites estão preocupadas em combater a corrupção. Enquanto não existir um plano sério educacional no Brasil, além da legalização do Lobby, sem estrelismos do judiciário temos todo o potencial para destruirmos ainda mais nossas indústrias. Empresas brasileiras sempre tiveram uma relação promíscua com o estado, e isso não vai mudar com uma operação chamada lava jato. O próprio judiciário continua alheia a realidade do Brasil com salários e penduricalhos estratosféricos, além de ser ineficiente e ineficaz.
Não se enganem, o poder judiciário faz parte de todo esse processo oligárquico, com um viés escravocrata e fascista. Em suma, não será pela espontaneidade da justiça brasileira que impediremos de um Bolsonaro da vida dar um golpe de estado, aqui no sentido literal do termo.
A quarta ideia que devemos parar de insistir é achar que a religião possa ajudar em última hora a trazer sensatez para combater uma onda fascista. Evangélicos e católicos conservadores estão muito mais próximos de Bolsonaro do que qualquer outra figura da direita liberal, quem dirá da atual esquerda progressista. Então já podemos esperar cada vez mais pautas ultra conservadoras e estúpidas vinda desse próximo congresso.
O avanço de pautas conservadoras no congresso no primeiro ano de governo do Bolsonaro será poder de barganha pela bancada pró Bolsonaro para dialogar com a esquerda na área econômica, não esperem que isso seja algo novo na política, os governos anteriores já se utilizaram desses mecanismos e com Bolsonaro não será diferente, então esperem ainda mais o avanço do movimento 'escola sem partido'.
Igrejas evangélicas continuarão avançando pelo Brasil, na ânsia de substituir lugares aonde a educação é precária, o ambiente social é paupérrimo e os canais religiosos possam ter mais capilaridade social, e claro visando o lucro acima de qualquer divindade. Talvez seja aí um dos pontos aonde a esquerda deixou vazia para o preenchimento da direita bolsonarista, camadas religiosas tem acesso direto e irrestrito a camadas sociais pobres e conservadoras. Seguindo essa lógica, os fiéis seguem seus líderes, mesmo sabendo que o público evangélico é muito mais diversificado do que parece, no entanto o 'kit gay' e 'ideologia de gênero' continuam botando medo, duas questões que tratarei em outros textos.
A esquerda não conseguiu fazer a leitura de quais movimentos estavam mais próximos das camadas pobres e conservadoras, quando vi vários líderes religiosos ampliando apoio a Bolsonaro, além é claro dos interesses explícitos de Edir Macedo já percebi que a chance de Haddad ganhar seria praticamente nula. A questão é que eram forças conservadoras que iriam provavelmente se aglutinar no candidato mais representativo, no caso aqui em questão o Bolsonaro. O PT com seu desgaste e alta rejeição na verdade foi o adversário mais fácil para o Bolsonaro manter sua retórica, enquanto Haddad tinha que se atrelar nas entrevistas e sabatinas as questões de corrupção, Bolsonaro tinha inúmeros mecanismos a seu favor, incluindo aí as famigeradas mentiras noticiadas pelos grupos bolsonaristas atingindo também outros candidatos como Ciro Gomes e Boulos, além é claro do apoio de todos os outros grupos supracitados no texto. Juntem aí também nessas peças a lentidão aparentemente proposital do TSE nessas eleições, além é claro das atitudes insossas do presidente do STF assessorado por um militar.
A questão aqui claro leitor, sempre foi para aonde as forças estruturais da nossa sociedade iriam se aglutinar, no caso ficava cada vez mais visível o potencial do candidato Bolsonaro, não por ele ser um candidato preparado, mas por ter um oponente que seria fácil "prender" dentro de uma retórica e por ser ainda uma força hegemônica dentro do campo da esquerda brasileira. Uma força visivelmente desgastada e que não representa toda a esquerda no Brasil.
Outra questão que a esquerda não deu atenção foi também a organização dos grupos bolsonaristas no whatsapp. A estratégia principal desses grupos são criar redes pró-bolsonaro, ou seja, dezenas de grupos para compartilhamento de notícias e combate também a notícias falsas contra o candidato Bolsonaro. O compartilhamento é incessante e contínuo durante todos os dias.
Outra estratégia é de ataque, tentar invadir grupos da esquerda para anular com spams qualquer postagens dos integrantes do grupo, em suma: "1717171717171717171717".
O whatsapp hoje está nas mãos de mais de 140 milhões de pessoas, e ainda faltam aqueles que tem smartphone, mas ainda não baixaram o aplicativo, então temos toda a certeza do que o aplicativo representa para todos os brasileiros, e friso, todos os brasileiros, ricos e pobres. É uma ferramenta com um potencial de manipulação fora do comum.
Vamos juntar as peças?
1) Uma esquerda desgastada com o pragmatismo político, é só analisarem as mudanças no programa do Haddad nessa reta final.
2) A insistência totalmente falsa na candidatura do Lula, caso realmente acreditassem no que estavam propondo iriam até o final para manter o Lula elegível.
3) Um pragmatismo político que fragmentou candidaturas. A figura mais competitiva era a figura do Ciro Gomes, e o candidato do PT sempre foi na verdade um poste. No entanto, fazendo jus a tudo que escrevi, todos pensaram nos seus jogos políticos impossibilitando de existir uma frente de esquerda. Todos da esquerda tem uma parcela de culpa.
4) A facada do Bolsonaro enterrou a competitividade da candidatura de Geraldo Alckmin e vimos naufragar uma candidatura da direita sensata.
5) A esquerda subestimou a capacidade das redes sociais, principalmente o whatsapp.
6) O neoliberalismo continuará avançando na América Latina, mas com uma face mais perversa do que ocorreu nos países desenvolvidos. Um Nazifascimo com aspectos neoliberais.
7) Nossas instituições ainda não perderam seus aspectos autoritários, vale lembrar que muitos que cursam Direito são bolsonaristas.
8) Grupos religiosos nunca foram de dialogar, então Bolsonaro representa muito bem esses líderes neopentecostais.
9) Os militares querem manter seu poder de barganha, por isso inúmeras reformas passarão longe dessas figuras. Estar na política aparentemente de forma legítima os ajudará.
Em suma, veremos o Brasil que sempre esteve aí.
Algumas considerações precisam ser feitas...
Nas minhas conversas regulares trago um pouco de otimismo. Com o governo do Bolsonaro a esquerda tem o potencial de se reorganizar, trazer a economia para o centro do debate. Muitos eleitores do Bolsonaro não sabem que os planos econômicos do Bolsonaro são iguais ao do Temer. Ai vai ser o calcanhar de Aquiles do Bolsonaro, e para manter a democracia vai ter que conversar com a oposição. Caso a esquerda continue mantendo o debate no campo moral, teremos pelo menos dois mandatos do Bolsonaro pela frente. E serão tempos extremamente difíceis.
A equipe por trás do Bolsonaro segue contraditória, Bolsonaro tem um perfil estatista, e Paulo Guedes é uma figura do liberalismo econômico, teremos também um ministro da educação que é dono de uma empresa de ensino a distância, além de vários militares ministros, possivelmente até com patentes mais altas que Bolsonaro.
E para finalizar, e acredito que seja até mesmo uma visão um tanto polêmica, acredito que o PT deva recuar para dar mais protagonismo a outras figuras da esquerda política, sem necessariamente perder representatividade. Uma visão estratégica mais Emedebista fará muito bem ao PT, ter o domínio do Congresso é praticamente manter o controle da governabilidade do presidente.
1) https://www.infoescola.com/historia-do-brasil/integralismo/
2) https://goo.gl/47RxGs
3) https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/23/politica/1540304695_112075.html
4) https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/11/politica/1539281357_978260.html
5) https://www.youtube.com/user/pgjr23
6) https://www.youtube.com/watch?v=qAriTrtkn4o
7) https://www.youtube.com/watch?v=-Jzth_r6s8w

Comentários
Parabéns pelo artigo. Que venham muitos outros.
Só vou abrir uma questão: Também critico a virada conciliatória do PT, principalmente em 2002, como estratégia eleitoral, em detrimento da abordagem mais social do governo. Mas será que se eles não tivessem feito, teriam sido eleitos?
Deixando claro que na minha opinião, entrar no poder assim é o mesmo que não entrar.
Um abraço. E sucesso!